— Que fazes aqui? — perguntou Baltazar.
— Tomo conta das fogueiras que iluminam o caminho para os que vão visitar o Deus Menino.
— É pena que não nos possas acompanhar — disse Gaspar.
— Se tal fizesse — disse o pequeno — as fogueiras apagar-se-iam.
— Temos que seguir viagem, o caminho é longo — disse Melchior para os outros, enquanto montava de novo o seu camelo.
— Adeus! Adeus! — disseram os três Reis Magos.
— Adeus! Adeus! — respondeu o pequeno pastor, acenando com a mão, tristonho.
— De repente, o pastorzinho teve uma idéia: colocar muita lenha nas fogueiras e sair correndo atrás dos Reis Magos.
Quando chegou ao estábulo, ficou feliz por ver o Menino Jesus, mas ao mesmo tempo, triste por ver os Reis Magos oferecerem ouro, incenso e mirra e ele sem ter nada para ofertar.
— Que pode oferecer um pobre pastor como eu? — pensou.
Porém, ao voltar o rosto, cheio de lágrimas, viu uma flor toda branca. Correu para ela, mas ao colhê-la ficou de novo triste. Como arranjar coragem para oferecer um presente tão simples?!
De longe, Nossa Senhora viu-o e chamou-o:
— Vem, meu filho, estamos à espera do teu precioso presente.
E, perante os olhos comovidos de Maria, de José e dos Reis Magos, o pequeno pastor entregou, feliz, a flor ao Deus-Menino.
Desde então aquela flor branca — a Margarida — tem ao meio coroa de ouro!


Postar um comentário